– Como é teu nome por gentileza?
– Idenísio.
– Idenísio, você reside aqui no sítio Barreiro Grande? Você estava aqui na hora em que o helicoptero do governador Cid Gomes fez o pouso forçado?
– Tava, cheguei bem na hora…
– Como foi que aconteceu?
– Rapaz, ele vinha voando baixo, uma poeira danada, um barulho féi (feio)… e pousou de uma vez aí… Fez o maior barulho e uma fumaça danada aí…
– Quem desceu primeiro?
– Quem desceu primeiro foi o governador…
– Desceu assustado?
– Desceu… ele e os quatro que vinham com ele…
– Certo… e foi você o primeiro a socorrer o governador?
– Foi… Eu ia levar ele de moto até a pista… Mas aí ele estava mais quatro e dai ele foi numa D20…
– O que ele falava na hora?
– Rapaz, ele tava nervoso… muito nervoso…
– O piloto ou alguém chegou a comentar o que teria ou tinha acontecido?
– Não… comentou não…
– E o governador foi ao asfalto em que?
– Numa D20…
– Disse que era uma D20 carregada de capim?
– Era (risos)… Uma D20 com carroceria carregada de capim…
– E ele foi dentro?
– Foi (risos)
– Só assim vocês conheciam o governador…
– Era… (risos)
– Prometeu alguma coisa para vocês aqui?
– Eu ia pedir um poço profundo aqui que a nossa comunidade é carente demais…
– Já que você socorreu o governador, peça alguma coisa para ele…
– Governador socorra a nossa comunidade, cave um poço no local que você caiu do helicóptero…
O motorista da D20 carregada de capim chamava-se Toinho de Chico Nicolau. Depois do pouso forçado, o governador Cid Gomes almoçou no restaurante do posto de Abaiara enquanto esperava a Hilux preta que o levaria até o aeroporto de Juazeiro do Norte. Na volta, Cid ainda visitou, em Barbalha, uma fábrica de vagões para trem chamada BOM SINAL.
O sítio Barreiro Velho fica entre Missão Velha e Barbalha, cidades da região do Cariri. Tudo isso aconteceu por volta das 13 horas. O helicoptero Esquilo da TAF era pilotado pelo comandante George (”o helicóptero ficou vibrando muito, se tremendo muito, alguma coisa tirou tinta da fuselagem… foi preciso descer…”). Os outros que estavam com Cid Gomes eram Arialdo Pinho (chefe da Casa Civil), Luiz Viana (assessor de imprensa – que também estava naquele helicóptero que caiu durante a campanha em 2006), Tufi Taher (presidente da Companhia Ferroviária do Nordeste, que constrói a tal Transnordestina — mais de 1.800 intermináveis km que sequer começaram…)





Comentários 2
Não vale frescar comigo, mas tenho um duvida bem grandona, Norton. Essa entrevista tu que fez, má? Se foi, alguém tá vacilando
O Povo de hoje publica, de forma para lá de relevante, que o governador nem nervoso ficou.
Publicado 29 Nov 2007 em 11:41 ¶Abraços
Sério Maisa, mas quem não ficaria nervoso? Por acaso Cid Gomes tem nervos de aço? O jornal O POVO, e não é de hoje, ainda acha que as pessoas querem governantes com nervos de aço, sequer faz jornalismo, mas propaganda oficial… Agora, como é que diante de mais um acidente o Luiz Viana ainda fica preocupado em fazer o seu marketing pessoal? E ainda diz que dá sorte voar com ele, depois de uma pessoa ficar tetraplégica e das seqüelas no Ilário?
Publicado 29 Nov 2007 em 14:31 ¶Comentário