VIDE VIDEO… A Marchinha da Sabotagem no bloco do IPTU, “Amanhã se der carneiro, volto do Rio de Janeiro” — Afinal, foi sabotagem ou gambiarra? — Os parafusos soltos ninguém desapertou. Os parafusos soltos caíram da cabeça da prefeita…

carneiro.gifO carnaval de Fortaleza terminou com a “Marchinha da Sabotagem”, letra de Augusto Pontes, cantada pelo Ednardo, dublada por Luizianne Lins — “Amanhã se der carneiro volto do Rio de Janeiro…”
O que mais aborreceu a Luizianne Lins foi interromper os planos de foliã carioca em Olinda situação. Se fosse mesmo prefeita de Fortaleza, ficaria aqui — como ficou em 2005, mesmo ano em que enchia o tanque do carro oficial com dinheiro do próprio bolso, foi-se o tempo… Hoje, a coitadinha de 2004 fez todos virarem coitados em 2008. Quem paga o desfile de carnaval da prefeita de Fortaleza pelo Brasil? O bloco do IPTU?

2008 foi mais um ano que Fortaleza perdeu para criar um carnaval limpo, de folia tranqüila, como eram os carnavais do passado. Pior é ver o secretário de Turismo Henrique Sérgio Abreu afirmar que a sua secretária não estava envolvida na operação do carnaval. Quer prova maior de desarticulação administrativa? Em geral, a ocupação hoteleira fica acima dos 90%, segundo a ABIH/Ceará. Mesmo assim, as duas “Casas do Turista” — Beira Mar e Mercado Central — ficaram fechadas.

Não há política municipal para o turismo. Sequer existe calendário de eventos atrativos para assegurar os empregos que o turismo gera. Por que não promover o desfile dos maracatús na avenida Beira Mar, onde ficam todos os turistas. O maracatu é uma tradição, envolve muitas comunidades na cidade, porque escondê-lo desvalorizado em uma avenida abandonada no centro da cidade?


Umas 30 mil pessoas viram o desastre das arquibancadas. Mais gente ainda ouviu que “foi sabotagem”, desculpa esfarrapada do Arimá, advogado improvisado como chefe da Guarda Municipal.
Mania de perseguição em fantasia de sabotador — obsessão pelo papel de vítima das circunstâncias. A histeria, a neurose, a psicose de ter caído em uma grande teoria da conspiração. Nem Freud curaria a esquisofrenia dos que chamam uma cidade aos cacos de “Fortaleza Bela”. Essa mania de ver chife em cabeça de cavalo, de tapar o sol com a besteira tem efeito bumerangue. Por maior que seja a dose do veneno para provocar a cegueira, todos estão vendo.

Por hora, a Prefeitura informa que não fará o pagamento da empresa DS&A Eventos, vencedora da licitação para a montagem das arquibancadas, até que o laudo da Polícia Civil sobre o acidente, que será divulgado no prazo de 20 dias.

É caso de Polícia mesmo. De polícia para quem precisa de polícia. Agora, como vão fazer pericia técnica se a prova factual do acidente removida? Isso mesmo, as ruínas do serviço mal-feito, o conjunto de ferro retorcido, de parafusos inadequados, de apoios irregulares, foram imediatamente removidos da avenida em uma única manhã, horas depois do acidente.
Observem a brutal contradição. A prefeitura que alegou sabotagem, sabotou a investigação policial. Como fazer perícia em uma arquibancada retirada? E foi desmontada pela própria prefeitura. A prefeitura não quer perícia, não quer apurar os fatos, porque se quisesse nao teria removido a arquibancada. O acidente colocou em risco vidas humanas. Houve dolo e omissão da Prefeitura Municipal de Fortaleza.
A fiscalização que faltou para checar a estabilidade das estruturas, sobrou na hora de fiscalizar a remoção dos desestroços.
Tudo foi levado, às pressas, por pessoal sem identificação em caminhões alugados, com a proteção da Guarda Municipal e da AMC — que mobilizou cerca de 10 viaturas para garantir a limpa da área. Operação de guerra, ninguém podia chegar perto.
É outro caso de polícia, apagaram as provas do crime. Seria dever das autoridades estaduais, como acontece nos acidentes de trânsito, isolar a área e garantir a perícia. Como saber agora se houve falha na montagem? Como indicar os culpados para as vítimas do acidente serem indenizadas pelos danos sofridos?
Se foi mesmo sabotagem como ilaciou a prefeitura, onde estão as imagens do circuito interno de TV anunciado antes do carnaval? Se tudo filmariam, mostrem tudo que filmaram.

Todos já ouviram falar em erros que montam palanques eleitorais, agora erros que montam arquibancadas eleitorais é fato inédito. Diante de mais um escândalo, todos fogem das respectivas responsabilidades. Até agora, nenhuma nota oficial. A FUNCET, que organizou a festa, não falou. A prefeita Luizianne Lins não falou, fugiu da entrevista coletiva (sequer visitou as vítimas). O Corpo de Bombeiros do Governo do Ceará, aliado político da prefeita, também não diz nada — apesar de serem pagos para prevenção de acidentes.
Entregues à própria sorte, estamos condenados a aguardar algum pronunciamento. Tudo é silêncio dos inocentes no festival de carne de avestruz porque ninguém quer pagar o pato.
O projeto estrutural foi registrado no CREA, na Regional IV, na SEMAM? Existem os documentos, ou vai ser tudo providenciado? A prefeitura fez a vistoria do serviço que licitou? Quanto custou o contrato? Por que ainda não distribuiram a cópia do contrato? Quem checou se as arquibancas estavam estáveis ou se os parafusos de aço contratados não eram parafusos de ferro enferrujado? Quem é o engenheiro responsável pela execução do projeto estrutural? Quem da prefeitura fiscalizou e é assim tornou-se co-responsável?
Sem respostas, começa o baile das versões. É verdade que a empresa que venceu a licitação terceirizou o objeto da licitação? É verdade que o contrato foi sublocado para a mesma empresa que fez o reveillon superfaturado de 2006/2007? Isso não configura cruzeta de contratos públicos? É verdade que os camarotes que desabaram na Vaquejada de Itapebussu, em setembro de 2007, também foram montados pela DS&A? Ministério Público, meus amigos, só nos resta vocês.

Afinal, foi sabotagem ou gambiarra? Será que é mesmo preciso contratar um ninja sabotador para derrubar arquibancadas como aquelas, montadas com material vagabundo, tábuas de maderite usadas, fixadas até por arames usados? Será preciso fazer força para derrubar um puleiro de ferro enferrujado, instalado de forma desnivelada — parte no asfalto, parte na calçada –, ainda escorrado por calços de madeira e até por tijolos de barro? 
É incrível achar que podem fugir com facilidade da incompetência. Mais incrível é presenciar a perda do sentido de serviço público no jornalismo cearense, a agir como advogados da irresponsabilidade ou cúmplices do silêncio. Ainda se sabotagem fosse, seria preciso uma fiscalização incompetente para o acidente acontecer. Foi o que ocorreu, o acidente aconteceu porque não houve fiscalização.

É cinismo falar em sabotagem. Luizianne Lins que fez política no reveillon, fez política em aparição eleitoralmente criminosa na publicidade da prefeitura, faz política com um acidente provocado pelos deslizes que ela própria oportuniza. É desalentador presenciar a falta de consciência presente em Luizianne Lins. A decepção com Luizianne Lins só aumenta. Os parafusos soltos ninguém desapertou. Os parafusos soltos caíram da cabeça da prefeita – deslumbrada que fala por mímica em suas muitas viagens internacionais…

parafuso-2.gif 

– Mas é claro que foi sabotagem. A incompetência sabota tudo… Quem sabotou, por exemplo, o estádio Presidente Vargas, que mesmo sem condições de uso abrigou umas 20 partidas do campeonato cearense?
– No fim, a culpa vai ser de quem estava na arquibancada.
– Não tinha área vip, tipo tenda árabe, como no reveillon para receber os convidados vips?
– Luizianne vai sair da prefeitura pela porta dos fundos, de preferência de noite, disfarçada de morena, com peruca e tudo.
– Não sabia que no “Festival Vida e Arte” o camarote do Siriguela também ruiu…

:.

Agora os argumentos do pessoal que não consegue dormir sem antes engolir as pílulas douradas da prefeita Luizianne Lins:

– Não se deve se descartar nada. O poder econômico tem braços longos. O TCM, através do afilhado do Tasso Jereissati, Ernesto Sabóia, tentou melar o Reveillon 2007/2008 até a última hora. Por informaçõs do serviço reservado da PM, foram colocadas câmaras de vídeo na Praia Iracema, uma vez que suspeitavam que “grupos de baderneiros” iam aprontar e levar medo ao pessoal do Reveilon.
Norton: as mesmas câmeras estavam instaladas lá, mostrem as imagens…

– A empresa que montou as arquibancadas, via licitação, tem ampla experiência nesse tipo de serviço (sic!) em Fortal e micaretas, em todo país. E exatamente nesse lance de arquibancada não tinha muita gente. Não caiu por excesso de muito peso.
Norton: qual a ampla experiência nesse tipo de serviço, o derrubar arquibancadas?

– A apuração não cabe à prefeitura. É, antes de tudo, um trabalho de Polícia e da perícia técnica. Acho, por isso, mais do que justo que a prefeitura, enquanto não se verificam os reais motivos do acidente, trabalhe com a idéia de sabotagem.
Norton: claro, agora como periciar algo que foi rapidamente removido?

– Não esqueçamos jamais a oposição que temos no Ceará. Não há linhagem política mais mesquinha, desleal e truculenta do que a nossa. Para mim, se, imediatamente ao acidente, o primeiro depoimento público da prefeitura já aventa a possibilidade de sabotagem, é por ela está no mínimo desconfiada, de que o que deu errado não condiz com o cuidado que tiveram ao organizar o evento. Fiquemos atentos às cenas dos próximos capítulos…
Norton: ao lançar a versão de sabotagem, quem tenta fazer uso político do acidente é a própria prefeitura…

– Bem, eu não quero acreditar em sabotagem. Será que a direita raivosa (tucanos e DEMos) iriam a esse ponto? Nâo creio, seria muito cruel e penso que eles tenham um mínino de sendo humanitário. Bem é verdade, que durante os 3 anos de gestão, a direita raivosa tem feito de tudo pra atrapalhar a construção da Fortaleza Bela. É só nos lembrarmos dos casos do Reveillon e da greve do IJF. Além de outras politicagens realizadas. O fato é que houve o acidente, e a Prefeitura tem sim sua parcela de culpa e deve assumir isso. Mas, o que é abominável é esse fato ser usado como plataforma eleitoral anti-Luizianne. Vão querer repetir aqui em Fortaleza a mesma campanha ocorrida entre 2005 e 2006 contra o presidente Lula. Pra mim não houve sabotagem, houve uma fatalidade que deve ser apurada. A “sabotagem” é o uso eleitoral dessa acidente, coisa que com certeza PSDB e DEMos irão fazer até o limite.
Norton: ao lançar a versão de sabotagem, quem tenta fazer uso político do acidente é a própria prefeitura…

– Sei não… Pode ter sido tudo, menos sabotagem. Arimá Rocha é meu amigo e colega de profissão, mas “sabotagem” é DEMAIS! Quanto à empresa DS&A, pertence a outro amigo, Daniel, filho de grande amigo meu, e creio em sua lisura. No mais, creio que foi pura irresponsabilidade na pressa em armar a arquibancada, pois durante a semana eu passei várias vezes na Domingos Olímpio. Ainda bem que o IJF é ao lado do desfile! No mais, vamos dar uma chance à Luizianne e Arimá, gente! Só se é culpado ao final da apuração!
Norton: olha que tese incrível, a prefeitura já monta arquibancada perto do IJF, assim fica mais fácil o pronto socorro dos acidentados…

– Dentre as atribuições de um(a) prefeito(a) não consta de montador de palanques, arrochador de parafusos. Isso ao que me conste é feito por uma empresa especializada e com autorização dos órgãos competentes. A partir daí as responsabilidades ficam bem definidas e cabe aos poderes envolvidos tomarem as medidas cabíveis, doa a quem doer. Também nada o(a) obriga a permanecer na cidade que comanda durante o período momino, mormente se essa cidade não tem cultura carnavalesca. Quanto às declarações do Arimá, ele já é bem grandinho, advogado, e deve saber as conseqüencias dos seus atos. F-se o Arimá, o dono da empresa que fez a montagem, alguém da PMF que eventualmente esteja envolvido. Entretando querer dar a dimensão de tragédia a um fato dessa monte, é coisa de mal intencionado, de babaca, de puxa-saco de candidato visando um empreguinho no futuro. Não discuto com esse tipo de gente apequenada…
Norton:  Dentre as atribuições de um prefeito não consta não fiscalizar os contratos que licita… F-se é ótimo…

– Por sorte ninguém morreu (disse Martônio MontAlverne)
Norton: sem comentários…

– Agora, que o “modus operandi” da “oposição” me induz a não desacreditar nas declarações do Arimá, lá isso faz…
Norton: sem comentários…

– Claro que foi um erro aventar a possibilidade de sabotagem antes que a perícia seja realizada e as responsabilidades apuradas. Arimá, que é um sujeito de bem e tem dado à Guarda Municipal uma projeção que nunca antes houvera tido, pisou na bola; e mesmo que o futuro lhe dê razão, a impressão que fica é de que o poder público tenta se eximir da responsabilidade. Agora, aqui entre nós e sem prejulgamentos, essa elite truculenta que foi capaz de despejar carradas de lixo na rua para desacreditar a prefeita Maria Luíza, nos anos 80, é capaz de tudo.
Norton: Isso aconteceu, não acontece mais. A administração da Maria Luíza foi mesmo sabotada. Era ela contra todos e sem os quase 3 bilhões anuais que a Luizianne Lins tem caixa. Maria Luiza administrou numa situação de total dependência de recursos dos governos estadual e federal — diferente da lôra fugaz… Não comparem Maria Luiza com Luizianne Lins. É cretinismo. 

Comentários 6

  1. Rodrigo d'Almeida escreveu:

    Bom, muito bom mesmo. Oxalá a imprensa daqui tivesse esse mesmo senso de apuração e checagem.

    …..

    Norton, ainda tem imbecil que compara Luizianne com Maria Luiza, é?

    Publicado 07 Fev 2008 em 19:42
  2. Kelly de Castro escreveu:

    Excelente análise deste lamentável episódio. Parabéns pela lucidez das idéias.

    Publicado 08 Fev 2008 em 10:04
  3. norton lima jr escreveu:

    ok gabriel ramalho,

    rapaz, tenho várias maneiras de responder a comentários como o seu…

    mas vamos, por enquanto, respeitar a boca do baralho,

    seria interessante que vc definisse de imediato o que chama de “muito passional” — a narrativa personalista, igual a sua, ou a analítica na apuração e exposição das informações?

    não entendo o que vc chama de passional…

    ficou alguma dúvida sem resposta? não ficaram claros os pontos cegos do acidente? as questões colocadas não são as pertinentes? me diga, seja claro, do contrário a sua laconica interpretação deixará claro que a sua opinião carece tanto de fundamentos como a arquibancada careceu de calçada…

    recorde-se, vc poderia ser uma das vítimas — se fosse uma das vítimas talvez não estaria tão passivo na sua abordagem e estaria mais indignado, ou mais passional…

    Publicado 08 Fev 2008 em 18:27
  4. Gabriel Ramalho escreveu:

    Norton Lima, respondi seu comentário no meu blog mas aproveito e copio e colo aqui também:

    [abre aspas]

    Norton, pode me chamar apenas de Gabriel mesmo.

    Tem uma coisa desagradável quando de textos escritos que é a interpretação que é feita por quem lê e que às vezes não condiz com a de quem escreveu. Nestas interpretações, pequenas coisas podem virar grandiosos problemas apenas por conta destas subjetividades. Vamos esclarecer, então, que é mais negócio pra gente.

    Ao me referir a seu post, em nenhum momento, quis usar o termo “muito passional” de forma pejorativa. Sobre seu pedido para que eu melhor defina, referia-me à narrativa personalista, referia-me também a alguns trechos onde algumas frases dão bem a entender (ao menos para mim, como leitor) sua opinião sobre a prefeita e sua administração (algumas vezes salientando mais a personagem que as conseqüências de seus atos - como em “Os parafusos soltos caíram da cabeça da prefeita” ou “Luizianne vai sair da prefeitura pela porta dos fundos, de preferência de noite, disfarçada de morena, com peruca e tudo”). Isso para mim é uma opinião pessoal e, por que não?, passional.

    Espero ter deixado claro, definido e fundamentado bem agora. Mais uma vez reitero que não usei o termo referente à passionalidade com qualquer pecha pejorativa. Aproveito e até assumo meu texto também como tal, enxergando nele quantidades suficientes de indignação com o acontecido e acredito, passando longe da tal passividade a que você se referiu.

    Acredito que você não deva ter lido meu post com a devida atenção. Como também acredito, ao citar novamente a tal da interpretação do que fazemos do que está escrito por outrém, e prefiro acreditar nisso também, que foi apenas impressão minha que as frases “tenho várias maneiras de responder a comentários como o seu… mas vamos, por enquanto, respeitar a boca do baralho” ou, então, “deixará claro que a sua opinião carece tanto de fundamentos como a arquibancada careceu de calçada” carreguem um tom ameaçador, de desdém ou descordialidade.

    Espero ter explicado suficientemente bem.

    Sobre o “se fosse uma das vítimas”, prefiro me abster de comentar porque meu post fala por mim. Esta desculpa, para mim, é ladainha antiga, até porque sempre escuto isso quando alguém descobre que sou defensor dos direitos humanos. Geralmente, nestes casos específicos, quem diz isso não conhece nada de minha história e não sabe que já passei por situações-limite e que fui vítima mais de uma vez de situação de violência e, ainda assim, permaneço fiel na defesa disso. Portanto, para mim, como você não me conhece, isso não passa de uma especulação que prefiro deixar passar.

    Cordiais saudações, vizinho.

    [fecha aspas]

    Publicado 08 Fev 2008 em 19:36
  5. Norton Lima Jr escreveu:

    tenho muitos amigos chamados gabriel,

    inclusive o principal deles, a Força,

    então, permita-me chamá-lo como chamo os gabriéis amigos,

    gab,

    primeiro, gosto muito do título do seu blog — referencia a cena lynch-meteórica, que sempre revejo, assim como muitas outras deste proto-buñuel norte-americano, david lynch

    já escrevi aqui que sou como o NYT, digo logo se tô de um lado ou de outro — sem teretetê — como explica o manuel de redação do vigoroso el pais, objetividade é um mito porque subjetivos somos…

    deixo isso bem claro, porque não escrevo senão para esclarecer, não para cair em mais dúvidas, em ponderação inútil ou cascavilhar de desculpas, transferencias, projeções…

    mas isso não é passionalidade gab,

    passionalidade seria se estivesse a ver as coisas sob a minha exclusiva visão, como numa paixão egóica, onde só eu vejo o que digo, sem compartilhar o que os outros também estão a ver…

    sua afirmação de que fui “muito passional” significa que vi as coisas sob a minha ótica, quando todos viram o circo pegar fogo… por isso a replico e a treplico,

    a palavra passional tem vínculo com paixão e paixão não serve para derreter a cena, as paixões não amolecem as coisas, pelo contrário, as endurece e assim as chumba e as emburrece,

    por isso, sugeri em forma irônica que vc poderia estar apoiado em um argumento falso, que desequilibraria a linha do seu discurso no decorrer do debate… não foi desdenhoso ou descortês, se bem que não faço corte pra ninguém — aos cegos do castelo me despeço e vou…

    pelo que percebo, acertei porque é comum mesmo na sociedade ocidental confundir passionalidade com subjetividade e, o que é pior, achar sinômino entre subjetividade e opinião pessoal — até mesmo porque subjetividade é também dado a considerar, senão estaríamos ainda pensando pelas palavras que nos foram fornecidas, como os nossos antepassados…

    não é passionalidade a afirmação que os parafusos estão frouxos na cabeça da lora, alguma dúvida? é uma imagem concreta, construída por uma subjetividade, mas não é uma imagem passional — é possível ver isso na sua imagem sambando como se nada tivesse acontecido na mesma avenida onde aconteceu o acidente… por exemplo, você faria hoje uma batucada na porta agencia do banco onde morreram 6 pessoas em aracoiaba? óbvio que não, porque vc tem juízo, prefere tomar um café a desfilar insensatez…

    o disfarce de morena é pra valer — sei o que acontece com as pessoas que abandonam o poder, são imediatamente destratadas por aqueles que a tratavam no curto período do poder tanto e tão bem, com sorrisos sem coração,

    é uma opinião claro, é subjetiva claro, mas não é informação passional, aliás, sequer torço por isso, pois se por isso torcesse, ficava calado como fazem os bajuladores…

    claro que a arquibancada não foi armada para cair, mas tb não vou cair na conversa da prefeita y asseclas de que foi sabotagem…

    luizianne conheço desde os tempos da ufc, inclusive, fui um dos primeiros a sugerir que ela disputasse a cadeira de vereadora com um slogan que sugeriu risos e rubor, NA CAMARA COM LUIZIANNE…

    depois ajudei na sua eleição de deputada estadual e na sua eleição para a prefeitura,

    fui o primeiro na imprensa cearense a considerar como objetivas e reais as suas chances de eleição, isso no meio do ano de 2004, logo depois de analisar subjetivamente as primeiras pesquisas eleitorais — inclusive, forneci para ela o primeiro paper consistente sobre o que era administrar fortaleza, além do argumento que gerou a sua primeira frase eleitoral, frase imediatamente pronunciada depois que da vitória impossível da convenção do PT — só não repito a frase porque é uma das senhas para abrir votos na proxima eleição.

    considero luizianne um dos grandes desperdícios políticos,

    lamentável, que ela não tenha caído no conservadorismo de não compreender o papel fundamental dos críticos e tenha prefira, como outros que chegaram ao poder, os bajuladores, os alugadores de caneta, que parecem bons moços por fora, mas por dentro estão podres da carniça do poder…

    Publicado 08 Fev 2008 em 21:13
  6. É Criacuervos, baralho !!! escreveu:

    Ela deveria ter feito o mais sensato - proibido qualquer CARNAVAL em Fortaleza !! Nunca funcionou !!

    Publicado 10 Fev 2008 em 19:14

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  1. De Mania de perseguição e fuga de responsabilidades : Silenzio, No Hay Banda em 08 Fev 2008 em 12:07

    [...] vizinho Norton escreveu um extenso - e até certo ponto, muito passional - post sobre o tema. Luiz carlos de Carvalho postou no Sobretudo uma nota no O Povo que antecipava a tragédia. [...]

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