DEPOIS DO FATO
– Você sabe o que você acabou de fazer?, perguntou o delegado ao acusado.
– Só lembro que estava indo ao banco para questionar um benefício meu, relatou o agricultor.
Dez minutos depois de preso, já dentro da cela, o agricultor perguntou:
– Onde estou?
ANTES DO FATO
– Vocês estão me devendo 600 mil reais, disse o agricultor.
– Lá sei do que você está falando, disse o segurança da agência do Bradesco em Tauá, Inhamus, na fronteira do Piauí com o Ceará.
– Vendi três casas no município de Arneiroz, insistiu o agricultor.
– Deixe de fazer brincadeirinha, tem muita gente para ser atendida, disse a gerente do Bradesco.
– Já sei o que você quer, declarou o agricultor, antes de começar a esfaquear a gerente, total de 7 facadas; mãos, virilha e abdômen.
O FATO, ÚLTIMA SEXTA-FEIRA, 9 DE MAIO DE 2008
Uma prima do agricultor explica. Em 2002, o Governo do Ceará desapropriou, para construção do açude Arneiroz 2, terras do agricultor, que resolveu ir a agência do banco cobrar a dívida. A agência em 2002 era o então BEC. Virou Bradesco depois da privatização.
O agricultor de 67 anos não tem mulher ou filhos, não estava embriagado e não tomava remédios controlados. O nome não foi ainda divulgado…
Francisca Duarte Xavier, a gerente, “dona Francis”, está no Monte Klinikum. Estado grave, coma induzido.
Marcos Sandro, o segurança, sofreu duas perfurações, mão e rosto. Não atirou para não aumentar o pânico na agência…





Comentário