Arquivos por Categoria: o teatro

A ARTE DE RECEBER A LIBERDADE QUANDO A LIBERDADE NOS VISITA…

– Ela me ligou. Mandou não ir na próxima reunião, porque iam decidir e não poderia estar presente. Ela informou a você alguma coisa?
– Não, mas ela determina esse tipo de coisa? Quem faz ou não? De onde vem essa autoridade?
– Pediu para ligar para o brigadeiro…
– Ao invés de pontes, muros. Virou gueto, gulag.
– [...]

A ARTE DE EVITAR BATE-BOCA SEM FUGIR DO DIÁLOGO…

(A cena é simples. Atravessa o palco alguém muito parecido com a figura do lavrador de café de Cândido Portinari. Nessa travessia trava o seguinte diálogo com um dos gatos de Aldemir Martins…)
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– Filho da puta, você merece viver aqui. É a cidade perfeita para quem não se importa com nada.
– E quem lhe diz [...]

Sabedoria é aprender a separar a alegria do Espírito da alegria da vaidade…

– nascemos para morrer, alguma dúvida?
– então viva ou não morre bem.
– essa frase é boa, se você não viver não vai morrer bem, morrer bem é viver bem?
– é massa, hahahaha…
– penso que viver é aprender a morrer.
– já que está na linha da palavra de Deus, que é a Bíblia, a pressão nas [...]

Da série DIÁLOGOS INUSUAIS…

– Tasso tá acabado!
– Sim e não! Vaso ruim só vai quebrar quando esse mundo amaldiçoado por Deus se acabar…

2008, o monólogo 315 anos depois da elite contratar Domingos Jorge Velho…

O que é São Paulo? Um forno industrial que engole o Brasil? Bando de bandeirantes filhos da puta… Tataranetos de Domingos Jorge Velho, bandeirante sertanista, caba ruim, caba asqueroso…
No Brasil colonial, por volta aí de 1600, século 17, Domingos Jorge Velho se vendia pra perseguir escravo fugitivo, destruir quilombada. Ou então, se alugava pra massacrar aldeia [...]

HOW MUCH OF ME IS YOU? o teatro de t.s.eliot…

 
Monica — Você deveria ter me levado a outro restaurante… Todos os garçons naquele lugar pareciam seus amigos íntimos…
Charles — Lá é o único lugar onde sou conhecido. E realmente bem tratado…
Monica — Não sei porque os homens gostam tanto de se exibir para os garçons…
Charles — Estamos saindo do assunto… O que você não entende é [...]